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Clube da Robótica oferece cursos para comunidade surda

Com uma intérprete-tradutora de Libras, os alunos tem acesso ao curso de robótica de forma virtual

Oportunizar o acesso às novas tecnologias para o maior número de pessoas. Visando este objetivo o Clube da Robótica, startup ponta-grossense, lançou no último mês um curso voltado a comunidade surda. “Começamos com um projeto piloto, e o resultado está sendo incrível”, avalia o CEO do Clube, Evandro Kafka. Com uma intérprete-tradutora de Libras, os alunos tem acesso ao curso de robótica de forma virtual. “Nesta modalidade podemos atender alunos do Brasil inteiro”, conta Kafka, destacando a inclusão de crianças e adolescentes.

Mãe de uma criança surda, Laiza Domingues conta sobre as dificuldades de acesso a informações diferenciadas dentro da comunidade. “Há anos vinha procurando cursos desse patamar para o meu filho”, comenta. Com acuidade visual avançada, os alunos da comunidade surda conseguem acompanhar as aulas e desenvolver habilidades específicas, muitas delas que estavam estagnadas por conta da falta de oferta de novas aprendizagens. “O surdo é muito visual. Por isso cursos da área da tecnologia e robótica, que trazem acesso informação com credibilidade, vai ser benéfico para eles”, avalia.

A memória visual aguçada e os recursos utilizados pelo Clube auxiliam no processo de aprendizagem dos surdos. “O curso de Robótica me parece bem interessante para eles, pois a aprendizagem torna-se mais significativa com o uso da plataforma e os recursos visuais possibilitam melhor entendimento”, avalia a intérprete Thammi Santos de Lima, que iniciou parceria com o Clube na oferta do curso.

Pedagoga com proficiência nacional para o ensino de Libras, e pós-graduada em tradução e interpretação da língua de sinais, Thammi encara um novo desafio em sua carreira com o Curso de Robótica. “Interpretar Robótica é novo para mim. Exige preparo, conhecimento de termos específicos e requer habilidade para transmitir o conteúdo do professor e dar sentido para o aluno”, explica, destacando ainda que há termos utilizados que não contam com a devida tradução em Libras.

“Os termos desconhecidos por mim e pelo aluno são conceituados pelo professor, e em discussão com o aluno chegamos em um acordo dos sinais, que eventualmente não existem ou ambos desconhecemos”, completa, lembrando ainda da habilidade em reconhecer as expressões dos surdos diante à sinalização.

Pedro Lucas, um dos primeiros alunos do projeto piloto, já vem conquistando novas habilidades com o Curso. “Ele traz oportunidade de aprender uma área, e ainda desenvolver outras habilidades do aluno, que estavam estagnadas por falta de acesso”, destaca a mãe do aluno Laiza. Para ela, a presença de um tradutor intérprete no Curso está sendo essencial para a aprendizagem de seu filho. “Tem que haver essa ponte com a língua de sinais”, avalia.