Nossos filhos estão mais burros

Enquanto a inteligência artificial cresce exponencialmente, a inteligência de toda uma geração vem diminuindo. Estudos comprovam que o que foi conquistado durante todo um século vem se perdendo em décadas. Livros como “Fábrica de cretinos digitais” ou “A geração mais burra”, artigos intitulados “A era da burrice” e “A humanidade está emburrecendo”* demonstram o caminho que estamos seguindo. Sim, nossos filhos estão mais burros.

E sim, todas as conquistas tecnológicas das gerações “mais inteligentes”, estão contribuindo para que possamos afirmar hoje que nossos filhos estão mais burros. A comprovação do fato vem sendo objeto de diversas pesquisas mundo afora. E podemos afirmar que as facilidades que as novas tecnologias trouxeram estão entre as causas.
Uma geração imediatista, sem paciência para ler, e compreender, um texto, ou ter conversas mais profundas. O nosso dia a dia está aí para não deixar contarmos nenhuma mentira. Mas vamos aos fatos concretos estudados por pesquisadores.

Pai e filho lendo uma revista | Foto Premium

Pela primeira vez filhos estão mais burros que os pais
Enquanto que em todo o século XX o QI (Quociente de Inteligência) da humanidade apresentou aumento, nos últimos anos ele vem diminuindo em média 3 pontos a cada década (em 1998 os dinamarqueses iniciaram estudos). E este número, ressalta-se, é de países desenvolvidos.
Não temos estudos desta queda no Brasil, mas já podemos imaginar o quanto nossos filhos estão mais burros não é? Basta lembrarmos dos investimentos na educação por aqui, ou a taxa de analfabetismo (cerca de 30% da população adulta é analfabeta funcional), fora o tempo gasto pelas crianças em frente as telas…

Como a Alemanha lida com o analfabetismo funcional | Notícias sobre  política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 08.10.2019

Próxima geração com “baixa inteligência”
Com esta diminuição, apontam pesquisadores, a próxima geração de adultos já pode ter o QI de pessoas consideradas abaixo da média de inteligência, ou seja, com 80 pontos. O normal –nos parâmetros atuais – é que as pessoas marquem entre 90 e 110 nos testes. QI’s maiores que 130 são pontuados para pessoas de inteligência “muito superior”. E apenas 2% da população em geral alcança resultados superiores.
Para ilustrar, vamos citar alguns nomes e o QI de quem figura ou já figurou entre os mais inteligentes do mundo: Leonardo Da Vinci (220), Isac Newton (190), Alberto Einstein e Bill Gates (160). Atualmente, o primeiro lugar entre pessoas vivas fica com o australiano Terence Tao com QI de 230. Aos 16 anos ele finalizou um mestrado em matemática e aos 20 um p.h.D.

Albert Einstein - Toda Matéria

Você pode estar pensando que o Quociente de Inteligência pode até ser discutível, pois depende de variáveis, como hereditariedade, local de vivência, relações pessoais, entre outros… Mas ele já é um bom indicativo de como a sociedade está “evoluindo”. Concorda?
Com este post, o Clube da Robótica deixa um questionamento: o que podemos fazer para “exercitar” mais o nosso cérebro e não deixar esses números ainda menores?

  • Referências
    A geração mais burra, Mark Bauerlein
    Fábrica de cretinos digitais, Michel Desmurget
    A era da burrice – Super Interessante, por Eduardo Szklarz E Bruno Garattoni 24 Set 2018
    A humanidade está emburrecendo – Linkedin por Priscila Gorzoni 1 Nov 2018